Perguntas que nos fazem antes de decidir.
As respostas estão escritas para serem lidas por si e citadas por quem lhe responder, seja um motor de pesquisa ou um assistente. Onde a resposta não é nossa, a fonte vai indicada.
Dinheiro
Quanto custa uma instalação solar numa moradia?
Não há preço de tabela, porque o custo depende de cada casa, e só o damos depois de ver o local. Um número dado ao telefone não é um orçamento, é um palpite, e um palpite não se compara com nada.
O que faz o preço variar: quantos painéis solares leva e de que potência, se leva bateria e de que capacidade, a distância entre o telhado e o quadro elétrico, o tipo de cobertura e a estrutura que ela obriga, e as proteções que a instalação precisa dos dois lados do inversor.
O orçamento que lhe enviarmos vem com a conta do retorno já feita, num ficheiro à parte: a partir de que ano o dinheiro deixa de ser despesa, com a inflação e a degradação dos painéis solares contadas. É a única forma de comparar dois orçamentos que não seja pelo preço.
Vale a pena bateria, ou só painéis?
Depende da hora a que gasta a eletricidade, não de quanta gasta.
Sem bateria, aproveita a produção que coincide com o consumo. O resto segue para a rede e vale uma fração do que custa comprá-la de volta à noite. Quem passa o dia fora consome pouco à hora a que o sistema produz, e é aí que a bateria muda a conta.
Quem está em casa durante o dia já aproveita boa parte da produção, e pode dar-se o caso de a bateria não se pagar. É uma conta, não é uma opinião, e fazemo-la para o seu caso antes de lhe propor a bateria.
O sistema em sua casa
Quantos painéis preciso para a minha casa?
Sai do que consome e a que horas, não do tamanho do telhado.
Numa moradia com fatura entre 150 € e 350 € por mês, o dimensionamento costuma cair entre 8 e 16 painéis solares de 500 W. O número exato sai da fatura e da visita.
Duas casas com o mesmo consumo anual e horários diferentes dão sistemas diferentes, porque o que decide o dimensionamento é quanto da produção é consumido no momento em que é produzida.
Se faltar a luz na rua, fico com eletricidade?
Não, a não ser que o sistema seja montado para isso. É a coisa que mais gente presume ao contrário.
Um inversor ligado à rede desliga-se quando a rede cai. É de propósito, e existe para que a instalação não continue a injetar energia numa linha onde pode estar alguém a trabalhar.
Ter luz durante uma falha exige um inversor com saída de emergência e um circuito à parte, com os consumos que quer manter separados do resto da casa. Faz-se, encarece, e decide-se antes da instalação, não depois.
O telhado tem de estar virado a sul?
O telhado não tem de estar virado a sul. Sul é a melhor orientação, mas nascente e poente também funcionam.
O que muda é a forma do dia. Um telhado a sul concentra a produção ao meio-dia. Nascente e poente produzem menos no total e espalham a produção pelas pontas do dia, o que às vezes assenta melhor a quem toma banho de manhã e cozinha à noite.
A perda de cada orientação é uma conta, e o valor que usámos vai escrito na proposta.
Tenho uma chaminé e uma árvore. Isso estraga tudo?
Não estraga, mas conta, e conta mais do que a área que a sombra ocupa.
Num painel ligado em série, uma célula à sombra limita a corrente das outras. É por isso que a sombra de um poste ao fim da tarde pode custar mais do que parece.
Resolve-se com a disposição dos painéis solares, com a repartição em strings, ou com otimizadores por painel quando compensa. É também a razão pela qual vamos ao local ver as sombras ao longo do dia, e não só à hora a que lá chegámos.
Os painéis produzem no inverno e em dias de nuvens?
Os painéis solares produzem no inverno e em dias de nuvens, mas menos.
Os painéis respondem à luz, não ao calor nem ao céu limpo. Num dia encoberto continua a haver produção, mais baixa. Calor a mais chega a baixar o rendimento do painel.
No inverno os dias são curtos e o sol vem baixo, e a produção mensal é uma fração da de julho. É a razão pela qual um sistema se dimensiona pelo ano inteiro e nunca pelo melhor mês.
O que é preciso tratar
É preciso autorização para instalar painéis em minha casa?
Na maioria das moradias é preciso uma mera comunicação prévia à DGEG, e tratamos dela em seu nome.
O regime depende da potência instalada. Até 700 W não há controlo prévio, desde que não se injete excedente na rede. Acima de 700 W e até 30 kW é uma mera comunicação prévia. Entre 30 kW e 1 MW passa a registo prévio com certificado de exploração, e acima de 1 MW a licença de produção.
Uma moradia com 8 a 16 painéis solares fica na segunda faixa com folga, e dispensa inspeção inicial. Muita gente não sabe sequer que esta obrigação existe, e é a primeira coisa que falta numa instalação feita à pressa.
Não há procuração para assinar. A conta no portal da DGEG é criada por si e fica sua. Só tem de nos dar acesso para submetermos em seu nome, e mudar a palavra-passe assim que estiver feito. Quem preenche somos nós, e a comunicação segue com o termo de responsabilidade e com o esquema unifilar da instalação, que é o desenho de como ela ficou ligada.
Fonte: Poupa Energia, ADENE
Posso vender a energia que sobra?
Pode vender, ou pode entregá-la à rede sem contrapartida. A escolha é sua.
Para vender é preciso um contrato, com um comercializador de último recurso ou com um agregador de mercado. É a entidade compradora que emite a fatura e liquida o IVA, e não quem vende.
Há dois limites que interessam a quem tem uma moradia: as receitas estão isentas de IRS até 1 000 € por ano e de IVA até 13 500 € por ano. Um sistema doméstico não chega perto de nenhum dos dois.
Fonte: Poupa Energia, ADENE
O contador de eletricidade tem de mudar?
Tem de passar a medir nos dois sentidos, e o equipamento de medição é pago por si.
A partir de 4 kW de potência instalada é exigido também um contador totalizador, que mede a produção toda e não apenas o que entra e sai de casa. Numa moradia média isso aplica-se.
A troca não tem de a pedir, e não é connosco. Depois de a comunicação prévia entrar, a DGEG avisa a E-REDES e é a E-REDES que o contacta a si para tratar da alteração. Quem mexe no contador é o operador da rede, que não é a empresa a quem paga a fatura: essa é o comercializador, e são coisas diferentes que quase toda a gente trata como se fossem a mesma.
Fonte: Poupa Energia, ADENE
Tenho de mudar de potência contratada ou de tarifário?
Normalmente não. O contador passa a medir nos dois sentidos e o seu contrato de eletricidade fica como está.
Se no seu caso houver razão para mexer numa coisa ou na outra, isso aparece na visita técnica, com o seu consumo à frente, e não por regra geral aplicada a toda a gente. A decisão é sua, e a alteração faz-se junto do comercializador, que é a empresa a quem paga a fatura e não a que lhe troca o contador.
Se houver um estrago em minha casa durante a obra, quem responde?
Respondemos nós, e há apólice com número. O seguro de responsabilidade civil está contratado na Allianz, apólice 209028153, e as atividades cobertas são exatamente as que fazemos: instalações elétricas e instalação de painéis solares e fotovoltaicos.
O capital é de 100 000 €, com franquia de 10 % e mínimo de 500 €, em Portugal. Esses 100 000 € são o limite da apólice para o período anual e não por obra, que é como estas apólices funcionam. Dizemo-lo porque a leitura mais favorável passaria sem ninguém perguntar.
Há também seguro de acidentes de trabalho, apólice 209039630. Esse não é sobre si: é para não andar ninguém no seu telhado sem cobertura.
Depois de instalado
Os painéis precisam de manutenção?
Pouca, e não é nos painéis que está o trabalho.
O vidro é liso e inclinado, e a chuva leva a maior parte do que lá assenta. Aqui no Oeste, à beira-mar, o sal e a poeira pedem uma lavagem de vez em quando, com água e sem produtos.
O que se verifica é a parte elétrica: apertos, ligações à terra, o estado das proteções e o comportamento do inversor. Um sistema que produz menos do que devia raramente é sujidade.
Essa primeira verificação vai incluída. Cerca de um ano depois da ligação voltamos e fazemos a revisão ao sistema, sem custo. A partir daí a manutenção passa a ser sua, e convém que seja: a garantia não cobre o que se estraga por falta dela.
Quanto tempo dura uma instalação destas?
Os painéis solares perdem rendimento devagar e continuam a produzir muito depois de estarem pagos.
A perda anual vem escrita na garantia de potência do fabricante. Na proposta identificamos esse valor pelo painel solar que propomos, e não por uma média de catálogo.
O inversor é o componente de vida mais curta do sistema e é o primeiro a ser substituído. Convém contar com isso desde o princípio, e não no ano em que acontece.
E se eu vender a casa?
O sistema fica e vai no negócio, como a caldeira ou o ar condicionado.
O que interessa é o comprador receber o mesmo que lhe entregámos: o que foi instalado, com que marcas e modelos, como ficou configurado o inversor, e a comunicação feita à DGEG. É uma das razões pelas quais isso fica por escrito.
Leve estas perguntas aos outros orçamentos.
E depois traga-nos o seu caso. Uma conversa por telefone ou por email, e se fizer sentido avançar, marcamos a visita técnica, que é gratuita.
Ou ligue910 587 910
